Enfrentar é preciso

31.Aug.2017

Conteúdo publicado originalmente pelo jornal O Tempo em 12/8.

Conselheiro e diretor técnico do Instituto Aquila, Raimundo Godoy é especialista em gestão organizacional. Ao longo de sua trajetória, tem auxiliado centenas de empresas dos mais diversos segmentos a atingirem, com foco e determinação, novos patamares de resultados.

Administrar tempo e espaço, enfrentar, gerenciar, contornar e ultrapassar desafios. Vencer o “muro das lamentações” e agir!

Raimundo Godoy

Momento melhor não há para lançar um livro como esse, a começar pelo título, mais que atual: “Como Gerenciar e Enfrentar Desafios” (editora Libretteria). O que ele retrata? O momento é perfeito, mas o tema é uma constante. O livro fala sobre superar os limites e as dificuldades que enfrentamos durante nossas trajetórias. Mostra que existe um caminho seguro a seguir. Esse caminho, sempre pautado na honestidade, no trabalho e na fé, como nos apresentamos, como lidamos com os obstáculos e como buscamos alternativas.

Seu livro ajuda não só empresas, mas a gerenciar desafios menores também? Sim. Diariamente nos deparamos com desafios e esses podem ser desmembrados em dois tipos: oportunidades e problemas. Em ambos os casos precisamos definir um objetivo (uma meta e um plano de ação). As oportunidades estão aí e aparecem o tempo todo.

Estão aí o tempo todo e desde sempre, pelo jeito… Sim. Em 1762, John Montagu, conhecido como o 4º Conde de Sandwich, em função do seu tempo escasso para alimentação, solicitou: “traga-me um pedaço de carne entre duas fatias de pão”. Surgiu aí o sanduíche. Levi Strauss teve outra boa ideia, fez calças mais resistentes com o tecido das barracas do acampamento, criando assim o jeans. Do outro lado, temos os problemas, como, por exemplo, uma dificuldade financeira, uma briga de família, uma injúria etc. Quando um problema se apresenta, o primeiro passo a ser tomado é a aceitação. As pessoas perdem tempo com as lamentações, os porquês e demoram a aceitar o fato. O segundo passo são as respostas rápidas. Logo, quanto mais rápido eu entender o meu problema e iniciar a sua resolução, melhor. Não protelar é o caminho. E, finalmente, não ficar justificando o problema.

Problemas não pedem justificativas, é preciso ver, julgar e agir. Quais são as dicas para as empresas sobreviverem na crise? Apertar os cintos, olho no caixa, para cada real que sair, dois reais têm que entrar. Eliminar desperdícios, motivar o time e dar foco nas operações que geram resultados.

Fale um pouco do Instituto Aquila. Qual o balanço em 2017? Estamos lutando para atingir nossas metas. Continuamos investindo parte significativa do nosso faturamento na geração de conhecimento e expansão dos negócios. Inauguramos mais uma unidade, o Aquila Amazônia, com o objetivo não só de atender as empresas do Estado, como também suportar todos os negócios da região, inclusive com países vizinhos.

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